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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Forró: Músicas e Momentos #7

Oi meus amores! (Como diria o Danilo do Trio Dona Zefa)

Recebemos a história linda da nossa amiga querida Andressa, e nada mais justo que postá-la para que vocês conheçam um pouco melhor da vida dos nossos forrozeiros!

Aí vai!


"Oi pessoal...
Meu nome é Andressa...
Vocês devem me conhecer, por eu ter dado aula na Academia Energia por 2 anos e meio...
Vim aqui contar pra vocês como minha vida entrou nesse tal de forró.
Fiz faculdade de arquitetura. Não dizem que é na faculdade que temos todo tipo de experiência que nunca pensou viver???
Por alguns anos, fui a baladas eletrônicas, pop rock...
Uma grande amiga minha, a Prica, que agora está no Espírito Santo, começou a namorar um menino que fazia dança de salão. Fiz amizade com ele e os amigos dele da academia de dança.
A partir daí, comecei a frequentar bailes de dança de salão e fui aprendendo a dançar pela condução dos meninos.
Na época, batia cartão nas 5ªs feiras no Vilarigno, baladinha já extinta, onde a gente encontrava salsa e merengue.
Sim. Eu dançava salsa e merengue!
Foi aí que eu comecei a me apaixonar pela dança a dois.
Um dia o nosso grupinho resolveu ir a um lugar diferente. Um tal de Calamengau.
Perguntei o que tocava e falaram que era forró. Fiz a maior cara feia, mas resolvi conhecer. Pense numa patricinha: calça social, maquiagem, escova no cabelo, salto.
Mas não é que me diverti a noite inteira?
Não parei de dançar, dei risada e vi que eu tinha um preconceito bobo.
Depois desse dia, passei a frequentar o Calamengau 01 vez por mês...
Minhas amigas de faculdade também gostavam de forró e íamos juntas.
Admito que por um tempo dancei forró de dança de salão, mas dança é dança, e o importante é se divertir.

Em julho de 2005, conheci um barzinho, perto da casa de uma amiga da faculdade, a Bel, o chamado Silzeu’s Bar. Lugar fuleiro. Pense em algo rústico, com um pilar no meio da pista.
Sem esquecer os ralos que teimavam em nos atrapalhar na hora de dançar.
Lá conheci o forró universitário e uma turminha mais alternativa da que eu estava acostumada. E não é que peguei o gosto???

Ao som de Jangada Ligeira, forró de rabeca mais que lindo, “... me apaixonei por forró....”
Toda 5ª eu ia lá. Ficava até as 3, 4h da manhã e acordava mega feliz as 6:30h para ir a aula da facu...Tempos bons...
Lá no Silzeu’s conheci figuras maravilhosas presentes que até hoje agradeço a Deus. Verdadeiros amigos independente do forró.

Um deles foi o Serginho.  Saudades desse tempo em q dançávamos a noite toda. Totalmente errado. E ficávamos olhando e dizíamos: “um dia a gente dança assim tb.” Hahahahahahha
Resolvemos treinar então.
Começamos a ir no Clube Juventus também, todo domingo tocava a banda “Regra 4”.
O ritmo era samba grunge. Mas quem disse q forrozeiro não dança forró até em valsa? A gente dançava a noite toda.
Foi assim o meu forró por um bom tempo: Quinta - Silzeu’s bar... domingo - Juventus.
Até o Juventus pegar fogo e acabar com a nossa alegria. Nhé.
Chegou a hora! E em 2005, eu e o Serginho resolvemos fazer a tal da aula de forró. Era nas terças a noite, lá no Silzeu’s bar mesmo.
Meus profes queridos, Thais e Eraldo. Lá foi onde aprendi a dançar e a gostar de forró.
Crimaos o nosso grupo “ralo no forró”... por que será?
Me lembro até hoje como eu e o Serginho vibramos com o nosso 1º invertido correto!
1 ano de aula muito divertido..

Veio meu trabalho final de faculdade. Me afastei um tempo, mas nem mesmo assim o forró saiu de mim.
Meu tema foi: Centro de Cultura Nordestina”.
Afinal, quando na minha vida ia ter a possibilidae de projetar um lugar com um forrozão do bom em Curitiba?



Quando voltei ao forró, em julho de 2007, a turma mudou. E o jeito de dançar também.
Mas por que não fazer novos amigos?

Em 2007, no último dia que teve forró no Silzeu’s bar, com a Banda Chinelodela, conheço outra figurinha importantíssima pra mim. Senhor Rakisley, vulgo, Kiko.
O menino me pega pra dançar e quase acaba comigo que tinha voltado fazia um mês!
Brinquei com ele no fim da dança: “obrigada! Parece q um trem passou em cima de mim...”
Foi neste meio tempo que meus queridos profes pararam de dar aula. Serginho e Rosi ficaram no lugar deles. E fui convidada a ser instrutora!
Seis meses depois, a Rosi (saudade amada!), deixou a aula e fiquei eu e o Serginho no comando. Em 2008 começou a nossa dupla!
Neste período, um sujeito tímido, foi fazer aula conosco pra aprender mais de forró. O Mauricio, ou como gosto de chamar: Mauriçãoooooooooooo
Sujeito querido demais!!
Foi aí que ele veio com uma proposta tentadora: nós dois irmos dar aula na Academia dele. Resolvemos tentar.

A Academia Energia recebeu uma doida, em 2008, que ficava gritando “rodouuuuuuuuuuuuuuu” cada vez q mudava de música.
Que pulava o tempo todo...Falava besteira...Corrigia qualquer coisinha. Era exigente sim.
Aliás, recebi duas reclamações por isso.... acredita?
Hahahaha
Tentava mostrar a cada aluno que todos podiam se superar. Todos tinham o seu tempo, todos podiam dançar e todos, CADA UM MESMO, me ensinou muito a dança.

Muita gente passou por ali para ajudar:  André linduxo! Mari pequena,
Simone querida...
E 1 ano e meio depois, meu amigo/irmão Serginho, não pode mais dar aula. O último dia dele chorei na frente da turma toda. Mais do que um colega...Uma pessoa maravilhosa, que ia sentir ter o contato nas 3ªas e 5as.
Aí quem começou a me ajudar foi o Wilton! Extremamente esforçado, gentil. Valeu a força.

Os dias iam passando e eu ia analisando. “Acho que meus dias de profe estão contados.”
“Acho que meus alunos merecem aprender mais do que eu posso oferecer...”
E minha hora chegou. 30 de dezembro de 2010 minha última aula...
Dor no coração.
Depois quando encontrava os alunos no forró, ganhava um abraço apertado e um pedido de volta. Mas a minha hora acabou ali.... de profe... Forrozeira serei para sempre!
Mas é obvio q eu não deixei meus pupilos na mão. Depois de muito pensar achei meus sucessores: Kiko, Pri e Carol assumiram o comando e estão fazendo seu trabalho muito bem!

No forró aprendi que não devemos prejulgar as pessoas. Que cada um tem seu tempo, seu limite, seu potencial e, principalmente, QUE TODOS NÓS SOMOS IGUAIS!
H
oje vou ao forró porque ali eu esqueço do mundo e viajo nas músicas. Ali é meu mundinho particular, onde ninguém me fere. Onde tudo é lindo.
No forró conheci amigos, conheci amores, conheci verdadeiros irmãos de coração.
A dança é minha terapia...FORRÓTERAPIA!

Estou afastada por saber que vocês estão todos em boas mãos.
Aprendendo, ensinando...
MAS CADA UM TEM SEU LUGAR CATIVO EM MEU CORAÇÃO!!!!

BEIJOOOOOOOOOOOO"


Aproveitem e acessem o site dela: Andressa Bettega Arquitetura

Quem quiser mandar sua história, fiquem à vontade contato@curitibatemforro.com. Estamos muito felizes por saber que vocês estão acompanhando o blog e ajudando a espalhar essa cultura maravilhosa que é o forró!

Beijos! E bom fim de semana!







quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Utilidade Pública Forrozeira #1

Fala cambada!
É um imenso prazer estar de volta aqui...
Hoje, navegando no meu humilde Facebook, me deparo com uma postagem dos meninos do Quinteto Dona Zaíra:

O tão esperado CD acaba de ser lançado:


Eu, como um grande fã do trabalho dos meninos, não podia deixar de comentar esse lançamento.
Para quem quiser baixar o CD, basta clicar na capa acima ou AQUI.

Quem quiser acompanhar mais sobre o trabalho deles, acesse Quinteto Dona Zaíra e Zabumblog (blog do Beibi, o zabumbeiro)

O CD conta com as participações de Trio Virgulino e Trio Dona Zefa.

É isso ae moçada... lembrando que quem quiser mandar sugestões, dicas, reclamações ou simplesmente contar sua história, nos envie um email: contato@curitibatemforro.com


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Retornando com toda força!

E aí galerinha!

Andamos sumidos né?

Desculpem... devido a alguns problemas ocorridos, demos essa parada.

Mas estamos de volta e com toda força!

Precisamos da ajuda dos forrozeiros de todos os lugares para que o blog sempre se mantenha vivo e com muitas histórias e informações!

Para isso, podem nos mandar emails contato@curitibatemforro.com, que iremos postar com muito prazer as dicas que nos enviarem.

E para recomeçar com muito sucesso, segue o Mestre Zinho arrebentando tudo... com muito sentimento!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Moda Forrozeira #10

Bom dia meus amores!

Muito forró aí?

Aos poucos nós vamos descobrindo que pessoas de perto da gente são artistas! Primeiro eu dei a dica de que a Juliana faz os headbands  e hoje eu descobri que uma aluna de forró nossa, a Karol, faz florzinhas de cabelo! Roubei umas fotos do orkut dela:



As flores custam R$ 2,50 cada e são feitas de crochê.
Eu to achando bem baratinho e já vou providenciar algumas...
Quem quiser o contato dela esse é o ORKUT
E as que quiserem o telefone dela, peguem comigo pelo email contato@curitibatemforro.com

Feito?


Mais uma dica: Nessa sexta 08/04, A Xeléo Produções traz a Curitiba Diego Oliveira!
O show vai acontecer na Sociedade 13 de Maio, Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Centro, Curitiba / PR.
Os ingressos estão R$15,00. Na hora, com o flyer, R$18,00, sem o flyer R$20,00.

terça-feira, 22 de março de 2011

Historiando - A Marchinha

Olá meus queridos Forrozeiros!!


Chegando mais um Historiando para vocês. Hoje falaremos da tão popular Marchinha (ou Arrasta-pé). 
Falar sobre esse assunto foi algo um pouco difícil inicialmente, mas com um pouco de pesquisa, conseguimos chegar ao post de hoje! =DDD
Então vamos lá!


Segundo Marisa Lira, a marcha - como dança - tão apreciada nos festejos carnavalescos é bem diferente da sua congênere militar, desenvolvida através de Hinos e Dobrados, mas tanto a marcha tradicional como o frevo tiveram seus primeiros passos guiados pelas bandas de música das corporações militares do século passado.
A marchinha carnavalesca, de ritmo vivo, apressado, só guarda semelhança com a marcha militar no compasso binário.
Não se pode precisar a época do aparecimento da marcha como música de dança. A principio surgiram das polcas-marchas que agradaram plenamente. Em seguida a influência norte-americana deu-nos o rag-time e o one-step mas acabou vencendo o espírito brasileiro e os compositores criaram as lindas marchas que tanta alegria tem dado ao nosso povo nos folguedos de Momo.
A mais antiga delas, como já dissemos, é o nosso Ó abre alas de Chiquinha Gonzaga, criada para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Por sinal, uma marcha com apenas 3 versos e que são repetidos com muita graça:
    Ó abre alas que eu quero passar
    Eu sou da Lira não posso negar
    Rosa de Ouro é quem vai ganhar
Depois, o nosso carnaval importou a marcha portuguesa Vassourinha, com uma versalhada enorme, muito cantada no carnaval de 1912 e o one-step Caraboo muito cantada no carnaval de 1914. Em 1917 cantamos A baratinha de Mário São João Rabelo, um português e finalmente aparece O pé de anjo, de autoria do brasileiro Sinhô, embora calcada na valsa francesa Jenny e cuja história pode ser resumida assim, segundo nos conta Edigar de Alencar no seu livro Nosso Sinhô do samba "Estava Sinhô na Casa Bethoven, quando uma freguesa pede no balcão a valsa francesa C´est pas difficile, de J. Dorin, da qual havia uma versão brasileira com o titulo de Jenny e cuja letra era a seguinte:
    Eis uma história singela De um meigo e triste sabor Onde figura uma bela Sacrificando o amor Ó Jenny Meu sincero amor Há de ser também Entendido por ti, ó flor Vi-a uma vez na igreja De olhar contrito a rezar Como quem pede e deseja
O empregado atendeu a moça e, a seu pedido, levou a parte da música ao pianista da casa para que a executasse e a freguesa melhor a identificasse. Quando esta saiu, Sinhô ocupou o piano e começou a fazer variações em torno da melodia da valsa, alterando-lhe o ritmo e acrescentando-lhe uma ou outra frase musical, enquanto cantarolava uns versos. Dai surgiria a marcha O pé de anjo, que registrou no Rio o maior sucesso do Carnaval de 1920."
No carnaval de 1921 apareceu, embora impressa na partitura como samba, a marcha Pois não de Eduardo Souto e Filomeno Ribeiro e antes dela Ai amor, de Freire Junior. Estas foram as primeira marchas tipicamente brasileiras e elas se tornaram o ponto de partida da vitoriosa marchinha carnavalesca carioca.


Fonte: Collector's


A marcha se popularizou no nordeste pelas quadrilhas e festas juninas e pelo frevo pernambucano.
Nas festas de São João, as quadrilhas são organizadas e tocadas a base de marchinhas conhecidas de grandes compositores e artistas nordestinos, como por exemplo: Januário e seu filho, o rei do baião, Luiz Gonzaga.




Gente, essa semana não encontramos nenhum vídeo de marchinha sendo tocada na zabumba. Então pra semana que vem, vamos re-postar sobre marcha com um vídeo gravado por nós mesmos. =DDDD
TUDO POR AMOR AO FORRÓ!


POVO, me despeço de vocês, deixando aquele meu cheiro e abraço a todos!
Tenham uma linda semana, CHEINHA DE FORRÓ!




DICA DO DIA: 


Galera, tenho uma web-rádio online 24h que só toca forró! É pedrada todo dia, toda hora sem parar...
Pra quem quiser conhecer esse meu outro trabalho, acessa ai www.forroots.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2011

Com o Pé Direito - MG e seu forró

Uai sô! hehehehe

Meu povo querido, segunda feira é um dia horrível eu sei, mas confesso que eu amo, sabem porque?
Porque segunda é dia de DANÇA!
Como havia prometido semana passada, vou falar um pouco sobre os Minerins sô! rsrsrs

Meus primeiros passos de forró aprendi ao olhar dois moços de BH dançando. Tempos depois os conhecendo melhor, foram comigo, com meu irmão mais velho e mais um amigo paulista, fundadores do primeiro grupo de forró de Curitiba, que existe até hoje. O grupo Mistura no Forró.
Foi uma experiência maravilhosa esse grupo. Imaginem, eram 2 mineiros (Fabrício e Flávio), um paulista (Alan), um brasiliense (Glei, meu irmão) e um curitibano (eu). Esse grupo era realmente uma mistura. Como cada um dançava de um jeito, e eu era o que gostava de misturar idéias diferentes, com toda essa mistura minha base virou um "frankenstein". E até hoje, confesso que ela é assim.
Assumo que tenho um admiração enorme pelo forma que os capixabas dançam, mas a base que mais curto hoje é a mineira. Em pesquisa com as meninas aqui de Curitiba que tiveram a oportunidade de dançar com mineiros, principalmente com a ajuda da Pri Ortiz, tirei algumas conclusões! Lembrem, são as minhas opiniões, eu não sou o senhor da verdade ok? Ao fim do post tem video, ai cada um vai poder ter a sua própría opinião.

Uma condução firme e delicada ao mesmo tempo. As damas que dançam com um mineiro são realmente levadas nos passos e na base, com muita sutileza. A maioria deles gira pouquissimo, chuta bastante com passos diferentes durante o chute e gostam de fazer evoluções, na sua grande maioria, a meia distância (com a mão ainda nas costas ou na cintura da dama, mas de corpo separado).
Usam a base de 3 tempos, ao dançarem de corpo colado tendem a se deslocar mais, mas de forma harmoniosa. Tem uma grande noção de espaço, apesar da base colada ser mais aberta, a base separada é bem compacta.
Na opinião da maioria, os mineiros são os melhores dançarinos, junto aos capixabas.

Acho que falei muito já né? Querem tirar suas próprias conclusões? Então lá vai video!

Mineiros na pista? Apaga a luz Gizus! ENJOY!






Uma overdose de Mineiros ai gente!
Quero manda um abraço pro povo dos videos que eu tive o prazer de conhecer! Sanguim de GV, Verruga, Pequeno e Heron. Pessoas maravilhosas, forrozeiros excepcionais, pessoas que admiro muito e tenho um carinho enorme!

Bem, chega por hoje né?
Então vou deixar aqui aquele cheiro e aquele abraço a todos vocês, e como sempre, meu agradecimento a todos que nos ajudam a postar sobre o nosso amado forró todos os dias!


DICA DO DIA:

Hoje vou deixar o link de um blog de uma amiga querida, mais uma pessoa que batalha pelo forró pé de serra, a Sissa! Ela tem um blog dedicado ao forró, onde posta tudo sobre forró! Acessa ai: http://sosentimento.blogspot.com. Deixo aqui meus parabéns a ela por esse trabalho lindo!
Quer ficar por dentro dos forrós que estão rolando na cidade? Visite a nossa Agenda Forrozeira! Lá você vai encontrar todos os forrós que rolam na semana aqui em Curitiba.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Forró - Músicas e Momentos 6#

UHULLLL!! SEXTA FEIRA!!

É galera, o fim de semana está ai, tá um sol delicioso lá fora, a galera já está se animando, e eu to aqui pra postar mais um "causo" envolvendo duas músicas e um momento.
Hoje vou falar de um show mágico que tocou muita gente!
Ainda em clima de Carnaroots, vou dividir um momento que vai ficar marcado na minha história e na história de todos que estiveram naquele festival.
De Curitiba a Cabreúva, local do evento, são mais ou menos 8 horas de viagem. Pegamos o ônibus meia noite, e fomos para o Festival. Todo mundo tinha trabalhado ou tinha ido pra faculdade, enfim, o povo tava acabado, mas super animado para o evento.
Chegamos em Cabreúva por volta das 9 da manhã. Quando chegamos na rua que dá acesso ao sítio, uma notícia. Por causa da chuva, nem carros, nem ônibus estavam conseguindo passar pela rua. Da onde estavamos, até aonde era o sítio, eram mais ou menos 1,5km. Resumindo, uma Kombi levou nossas coisas sendo puxada por um trator, e o povo foi apé até lá. Encaramos a caminhada descalços, porque o barro era mato naquela rua rsrsrs.
Enfim o sítio!!! Montar barraca, trocar de roupa, e dançar a tarde, a noite, de manhã, de tarde, de noite, de manhã... sem parar por 4 dias!
Dormindo em média 2 a 3 horas por dia e tomando doses e mais doses de catuaba e canelinha, com a graça de Deus a gente sobreviveu.
Depois de um evento maravilhoso, em que conhecemos pessoas incríveis e também depois de alguns stress, coisas básicas da convivência diária, chegamos ao fim do evento. O último show é o X da questão de hoje.
Antes de tudo, rolou um show do Trio Juazeiro. PERFEITO. Um repertório lindo, que ao final, emocionou. Depois deste baque, sobe ao palco nada mais, nada menos que Os 3 do Nordeste.
O show começa, todos já estão acordados, e eu ainda estou com um copo de catuaba na mão, pra variar.
Alucinante é pouco para traduzir aquilo, foi mais que perfeito. O show por sí só já foi marcante o suficiente, mas ainda ficaria melhor!
As músicas que marcaram aquele momento começaram no set de xote. Antes de começar, Déda começou a falar de uma das maiores perdas do forró nos últimos anos, nossa grande Mestre Zinho. Suas palavras já fizeram a maioria se emocionar. Começaram a tocar "Fique Linda e Bote Cheiro", e o resto do salão veio abaixo. Foi um momento emocionante e inesquecível, em que mais ou menos 700 pessoas estavam chorando, ou pelo menos estavam emocionadas, sentido aquela vibração. Era uma energia que emanava do palco para o salão e do salão para o palco, que somente quem estava lá sabe explicar.
Pessoas que nem tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do Mestre Zinho, nem dos Os 3 do Nordeste, estavam chorando.
Consegui me segurar um pouco neste momento. Meus olhos encheram de água , mas consegui ser "forte".
Ao fim desta música, eles tocam "Asas da Ilusão".
Não me aguentei, fui até o fundo do salão, sentei em uma cadeira, e chorei como uma criança. Não vou conseguir explicar o turbilhão de sentimentos que tive naquela hora. Lembranças de momentos da minha vida que também marcaram. Pessoas, coisas, ações e reações!
Chorei naquele momento, com um misto de saudozismo, alegria, saudade e só um pouco de tristeza.
Olhava o semblante de todos que estavam no salão e pude perceber que as pessoas estavam com o mesmo olhar que eu podia perceber em mim.
Todos unidos por uma música, uma banda, um lugar e vários sentimentos.
O show acabou, a gente desmontou as barracas, pegamos o trator e voltamos ao nosso onibus. Fizemos a viagem até Curitiba, e durante ela, esse momento não me saia da cabeça. Hoje fazem 10 dias que o festival acabou, e quando fecho os olhos, ainda consigo ver aquele momento e sentir um pouco daquela energia. E sim, se fico muito tempo pensando, ainda choro de emoção.

O forró é isso... sentimento, paz, respeito, união, muita alegria e felicidade.
Espero poder compartilhar mais momentos destes com vocês queridos leitores, trazendo um pouco dessa energia deliciosa que tem o forró.

DESEJO A TODOS UM MARAVILHOSO FIM DE SEMANA E QUE ESSA VIBRAÇÃO DELICIOSA QUE O FORRÓ TEM ESTEJA SEMPRE PRESENTE DENTRO DE TODOS VOCÊS!

CHEIROS, BEIJOS E ABRAÇOS! =DDDD

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entrevista - DJ Tick - (Rootstock)

Queridos forrozeiros, hoje é quinta feira, que delícia!

E como em toda boa quinta feira, TEMOS ENTREVISTA!!! UHULLLL!! 
Confesso que essa foi feita aos 45' do segundo tempo, mas, para minha surpresa, foi uma das entrevistas que mais me deixou arrepiado.
Entrevistei um cabra danado, que com muito amor e carinho ajuda a produzir um dos maiores festivais de forró do Brasil (o tão conhecido e amado Rootstock)!
Estou falando dele, o nosso querido DJ Tick!
Estou admirado com o carinho, atenção e disposição que esse moço mostrou ao ser entrevistado por nós hoje.Quero deixar aqui nosso muito obrigado ao DJ Tick e também ao DJ Ivan, por ajudarem a manter a bandeira do forró pé de serra sempre erguida.
Então bora pra entrevista, porque eu já falei demais pro meu tamanho! 


C.T.F: Tick, fale um pouco sobre a sua tragétoria no forró. Influenciado por quem você começou a ouvir forró? Como e quando começou a discotecar? E a fazer produção de eventos? Conte um pouco sobre a sua história!

Tick: Bom, minha historia com o forró já vem se arrastando há uns 15 anos. Em meados de 2006 quando ainda estava no colegial meus amigos já frequentavam o Projeto Equilíbrio, um tradicional forró que tinha aqui em São Paulo que não existe mais. Certo dia resolvi ir com eles, desde então não me afastei mais. Durante anos apenas frequentava o forró como um intusiasta do ritmo, até que certa vez, não me lembro exatamente quando me envolvi com um grupo chamado "forronautas", uma comunidade com forrozeiros de todo o sudeste. A partir desse momento junto com alguns amigos criamos um site chamado "forrozeiros", esse foi o meu primeiro envolvimento com o forró. Esse site mais para frente se juntou com o carioca forró rio para criar o maior portal de forró que já teve que foi o" Forró Brasil".

Já o DJ Tick surgiu em meados de 2000, momento em que o forró aqui no sudeste teve um grande crescimento. Com varias casas de forró abrindo começou a faltar djs no cenário. E como eu já colecionava discos, gostava muito das músicas e era amigo já dos djs, acabaram me convidando para discotecar também. Me iniciei no Projeto Equilíbrio tocando no lugar do DJ Ivan quando ele ia para fora de São Paulo tocar. Logo depois fui convidado para me tornar dj do KVA, a partir desse momento a carreira deslanchou de vez. Nesse meio tempo sempre organizavamos uma festa aqui, outra ali...

C.T.F: O que te leva a se doar tanto ao movimento? Qual a sua motivação?

Tick: O principal motivo dessa devoção ao ritmo certamente é o amor ao forró. Vivi durante anos apenas do forró, hoje em dia tenho um emprego como programador, que é o que me mantem, e tenho o forró como aquilo que gosto, como ideologia de vida.

C.T.F: É impossível não perguntar sobre o Festival Rootstock, uma vez que esse evento é considerado o melhor e mais bem organizado na opinião da maioria do forrozeiros. Como e quando nasceu essa ideia? Qual era o objetivo de vocês?

Tick: O Festival Rootstock foi uma das melhores coisas que me aconteceu, nele podemos mostrar qual é a nossa visão do forró. A ideia surgiu certo dia no café do KVA, quando estavamos em um grupo de amigos jogando conversa fora. Dessa conversa resolvemos fazer uma festa somente para os amigos. Dai surgiu o primeiro Rootstock em 2002.

Nessa primeira festa tivemos lá umas 300 pessoas, mas a repercussão foi tão bacana que no ano seguinte resolvemos fazer novamente, já quase dobrando o publico, somente na divulgação boca a boca. Ai o resultado disso todos vocês já conhecem.

C.T.F: Como é resgatar artistas tão importantes para a cultura? Como é conseguir reunir grandes nomes como Zenilton, Rouxinol Paraibano, Benício Guimarães, Os 3 do Nordeste e Trio Nordestino no mesmo evento? Conte-nos sobre o sentimento de reunir esses ícones e a dificuldade de tê-los em um mesmo evento.

Tick: Um dos nossos principais objetivos na festa é trazer exatamente esse resgate cultural, tanto é que desde 2007 fizemos o registro da festa. Em 2007 e 2008 registramos a festa em CD, e em 2009 e 2010 com nossos DVDs.

Resgatar esses artistas que não costumavam tocar aqui pelo sudeste é primeiro de tudo uma realização pessoal nossa, de poder ver pessoalmente essas grandes feras do nosso tão querido forró pé de serra. A cada festa procuramos resgatar alguém diferente. Não temos tantas dificuldades em reunir todos eles, pois eles mesmos adoram estar no evento e reencontrar amigos e colegas de trabalho que as vezes não viam por anos, e podem se reencontrar no Festival Rootstock.

C.T.F: Vocês já lançaram 2 DVDs do Festival, com entrevistas com os principais artistas e parte dos shows deles. Como foi essa produção? Qual a maior dificuldade para se criar esse material em meio a um festival tão grandioso e tão bem organizado?

Tick: Com muito trabalho conseguimos já lançar esses dois DVDs. A nossa principal dificuldade é conseguir conciliar tudo o que temos que fazer antes e depois da festa, mais para os DVDs reservamos uma força extra, pois é um trabalho que nos da muito prazer.

C.T.F: Queremos saber como foi o o primeiro Festival Rootstock. Como foi a questão de apoio e organização. Conseguiram fazer logo no primeiro um festival perfeito? Quais foram os apoiadores que mais estiveram presentes? E hoje, como é organizar o evento?

Tick: O primeiro Rootstock foi uma festa bem tranquila, pois tinhamos uma equipe de umas 10 pessoas fazendo uma festa somente para amigos, sem muitos compromissos. O principal foco dela era a nossa diversão junto com nossos amigos. Com o tempo a festa foi tomando um outro rumo e tivemos que ir fazendo alguns ajustes, profissionalizando um pouco a festa.

Já quanto a fazer um festival perfeito é um pouco mais complicado, pois na nossa visão até hoje não conseguimos chegar lá. A cada festa vamos aprendendo um pouco e tentando melhorar, para quem sabe um dia chegarmos no festival perfeito.

Durante esses 10 anos de festa já tivemos diversos apoiadores como casas de forró, amigos, artistas, e eles sempre foram de extrema importância para a gente, pois seria praticamente impossível fazer uma festa dessas sem a ajuda deles. Não vou citar nomes aqui para não correr o risco de esquecer ninguém, mais eles sabem da importância deles para nos.

Organizar o evento hoje em dia é um grande desafio, pois a cada ano a festa cresce e a expectativa do público também. Temos sempre um planejamento de 1 ano e meio, 2 anos antes da festa acontecer. Agora por exemplo já estamos pensando nas festas de 2012. Para poder sempre dar o melhor para vocês publico forrozeiro.

C.T.F: Esse ano o Rootstock está completando 10 anos, uma grande vitória ao nosso ver. Como é fazer um evento deste virar uma tradição? Como foram esses 10 anos de história?

Tick: Foram bem sofridos esses 10 anos para conseguir chegar onde chegamos. Como vocês sabem o forró nunca teve tanto apoio financeiro por trás, então tudo o que conseguimos foi fruto do nosso empenho, do nosso suor, e somente disso.

A chave de tudo é fazer o que se faz por amor, sem pensar nas barreiras e dificuldades que virão no meio do caminho. Através da dedicação e entrega do amor ao trabalho é possível se atingir quase qualquer objetivo. E ficamos muito felizes quando escutamos vocês comentando sobre a festa, sobre as histórias que ajudamos a construir.

C.T.F: Como de costume, este é o espaço que abrimos aos nossos entrevistados, para que eles deixem contatos e um recado para nossos leitores. Então fique a vontade!

Tick: Bom, para aqueles que quiserem entrar em contato podem me mandar e-mail ou adicionar no msn no tiagoaquino81@hotmail.com. Gostaria também de convidar a todos para visitarem nosso projeto Forró em Vinil, um blog onde disponibilizamos nossas pesquisas através do universo musical forrozeiro.

E para finalizar queria deixar a todos aqui o convite para comparecerem no Festival Rootstock 2011, festa onde estaremos comemorando junto com todos vocês esses 10 anos fazendo festas e animando as pistas desse brasil.

Abraços!

Tick.




Forrozeiros do meu Brasil, preciso dizer mais alguma coisa?
Então vou deixando aqui meu abraço e cheiro a todas. VALEU MEUS QUERIDOS (as)!

DICA DO DIA: 
Hoje é quinta feira, dia de forró no Aoca Bar! Eu (Kiko), sou zabumbeiro da banda residente da casa. Quem estiver de bobeira hoje tem uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o forró aqui de Curitiba.
Interessados, visitem a nossa Agenda Forrozeira!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Moda Forrozeira #9

E aí meus gatos e gatas!
Tudo certo?

Depois desse carnaval inesquecível que eu tive, voltei cheia de ideias boas pra posts!
Vi muiiiita coisa legal no Carnaroots! A moda é mesmo diversificada em todos os estados e isso é muito legal.

Pra começar, vamos falar de lenços! E não os que são usados no pescoço... mas sim como cintos.
Às vezes a gente veste uma roupa e vê que ta faltando alguma coisa legal pra incrementar, pra dar um charminho a mais. É aí que o lenço entra.
Se você ta vestindo uma bermudinha e uma blusinha bem básicas, o lenço pode deixar tudo mais elegante e sem perder o ar forrozeiro.


Com calça, bermuda e saia os "cintos" ficam lindos... e a forma de amarrá-los vai de cada uma...


Com saia comprida ou curtinha o efeito também é lindo, só cuidem pra não exagerar nos acessórios. Se está usando o lenço, evite um colar muito chamativo e pulseiras, ninguém aqui quer parecer uma árvore de Natal certo?

Existem os cintos de croche que ficam muito bonitos com as saias também...

 Essa é a Lorena, mais conhecida como Lóra, uma amigona linda nossa.


Há diversos tipos de cintos e são encontrados principalmente em feirinhas de artesanato. O melhor é que não custa tão caro, claro que isso depende do gosto de cada uma, quanto mais trabalhoso os detalhes mais caros eles vão ser. Mas a maioria estão em torno de R$ 15,00... e já vi até por R$ 80,00 (era lindo e quase morri querendo ter um)

Os cintos normais (couro ou sintético) também ficam supimpa! Como diria minha vó...


 Essa é a Marília (roubei essa foto do Facebook da Dhani Lyrio, aquela LINDA)


É isso meninas...
Quem tiver dicas, sugestões, desabafos... não hesite em nos contar!

Beijosssssss e até quarta que vem!

DICA DO DIA: 
Lembram do post sobre Headbands? Entããããão... descobri que uma amiga minha "fabrica" eles! ÉÉÉÉÉ... o nome dela é Juliana Dalledone. Vocês podem mandar um email pro contato@curitibatemforro.com e eu mando o contato dela pra vcs... 

terça-feira, 15 de março de 2011

Historiando #5

Oi xente...

Depois de muito tempo sem postar nada, dessa vez voltamos com tudo meeeeesmo.
O historiando de hoje vai explicar um pouquinho sobre o estilo forró.
Muita gente confunde o ritmo forró com o forró gênero musical, mas isso a gente já explicou em outro post.
Assim como o samba pode ser um gênero ou um ritmo, o forró não é diferente. E sempre o que intensifica e distingue a diferenças dos ritmos dentro do gênero forró, mais fortemente claro, é a zabumba.
As bandas de hoje estão misturando o estilo forró com o choro e o samba, e com isso está renascendo o forró sambado. Os principais artistas que popularizaram o forró sambado foram o Jakson do Pandeiro e Ary Lobo.
Hoje, os exemplos que mais se encaixam no ritmo são os meninos do Meketréfe e Coisa de Zé.

Mas chega de blá blá blá e vamos ao que interessa.
Esse vídeo, feito pelo zabumbeiro do Quinteto Dona Zaíra, Baby, mostra as batidas do forró e suas variações.


E esse são os meninos do Meketréfe dando uma palhinha do forró sambado.



Então é isso meus queridos... amanhã tem Moda Forrozeira. Quem quiser já ir deixando dicas para os próximos posts, podem comentar a vontade ou nos mandar um email contato@curitibatemforro.com
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